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TOP 9 | Mulheres indicadas ao Oscar de Melhor Direção

Em quase um século de premiação, infelizmente não há mulheres suficientes para completar um TOP 10.

Ao longo de 97 edições do Oscar, apenas nove mulheres foram indicadas na categoria de Melhor Direção, uma das mais importantes da noite. E esse número fica mais alarmante quando vemos as vencedoras: apenas três mulheres conquistaram o prêmio. Segundo pesquisa da Forbes, elas representam apenas 3% dos vencedores da categoria.

Nesse Dia das Mulheres, que tal olharmos com mais carinho para essas mulheres que desafiaram as barreiras de gênero do cinema e expuseram suas visões de mundo através de suas câmeras?

Lina Wertmüller (1977)

Reprodução: internet

Lina Wertmüller (1928-2021) foi a primeira mulher a ser indicada na categoria de Melhor Direção, em 1977. Sua indicação veio na 49ª edição, foram quase meio século sem mulheres indicadas. Lina concorreu por seu trabalho em Pasqualino Sete Belezas, que conta a história do italiano Pasqualino Frafuso, desertado do exército na Segunda Guerra Mundial, e foi capturado por alemães e levado para um campo de concentração. Lá sua história conflituosa é contada através de flashbacks.

Jane Campion (1994, 2022)

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Quase vinte anos após a indicação de Lina, uma mulher aparece novamente na categoria de Melhor Direção. Jane Campion foi indicada em 1994 por O Piano, que retrata a trajetória de Ada McGrath e suas aulas de piano para o administrador George Baines, que se transformam em encontros sexuais e românticos.

A neozelandesa foi indicada novamente ao Oscar em 2022 por Ataque dos Cães, e dessa vez levou a estatueta para casa! O filme é uma adaptação do romance de mesmo nome, que aborda a guerra de um fazendeiro contra a nova esposa e filho de seu irmão.

Sofia Coppola (2004)

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Em 2004, a indicada é Sofia Coppola por seu trabalho em Encontros e Desencontros. O filme segue Bob Harris, uma estrela de cinema, que está em Tóquio para trabalhar num comercial de uísque, e Charlotte, que está na cidade acompanhando seu marido. Ambos com seus próprios problemas internos, Bob e Charlotte se encontram por acaso num hotel de luxo e encontram compreensão e amizade um no outro.

Kathryn Bigelow (2010)

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Em 2010, pela primeira vez na história da premiação, uma mulher leva o Oscar de Melhor Direção. A vencedora foi Kathryn Bigelow, num filme sobre um esquadrão antibombas do exército americano em missão no Iraque. Guerra ao Terror acompanha o trio JT Sanborn, Brian Geraghty e Matt Thompson que trabalham na destruição de um explosivo, para que seja detonado sem atingir ninguém. Contudo, o artefato explode e mata Thompson, que é substituído pelo sargento William James.

Greta Gerwig (2018)

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Muito antes de seu sucesso com Barbie (2023), Greta Gerwig conquistou seu espaço no Oscar com uma indicação para Melhor Direção em 2018. Greta representou seu trabalho na dramédia Lady Bird: A Hora de Voar, que conta a história de Christine “Lady Bird” McPherson, uma garota que está no último ano do colégio e sonha em fazer faculdade longe de sua cidade natal. Apesar da ideia rejeitada por sua mãe, Lady Bird persiste em seu sonho, enquanto passa por momentos típicos de um coming of age.

Chloé Zhao (2021)

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Onze anos depois da vitória de Kathryn Bigelow, Chloé Zhao também ganha a categoria de Melhor Direção em 2021. O prêmio foi por seu trabalho em Nomadland, que acompanha Fern, uma mulher de 60 anos, e sua tentativa de viver uma vida fora da sociedade convencional como uma nômade moderna, depois de perder tudo na Grande Recessão. O filme recebeu as três categorias mais importantes da noite: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz para Frances McDormand.

Emerald Fennell (2021)

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2021 foi um ano especial para as mulheres no Oscar! Além da vitória de Chloé Zhao, nós também tínhamos outra mulher na disputa. Emerald Fennell foi indicada a Melhor Direção por Bela Vingança. O longa apresenta Cassie, uma mulher que frequenta bares à noite e finge estar bêbada. Quando homens mal-intencionados se aproximam dela com a desculpa de que vão ajudá-la, Cassie se vinga dos predadores.

Além das duas indicações e uma vitória para mulheres em 2021, em 2022 tivemos a vitória de Jane Campion. Um período memorável.

Justine Triet (2024)

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Em 2024, a cineasta francesa Justine Triet foi indicada a Melhor Direção pelo filme Anatomia de Uma Queda (e, para mim, ela não ter levado o prêmio é uma das maiores injustiças dessa lista). No filme, acompanhamos Sandra, uma escritora alemã, que é suspeita pelo suposto homicídio de seu marido Samuel. O filme se passa quase inteiramente nos tribunais enquanto acompanhamos o caso e também a relação de Sandra com seu filho Daniel de 11 anos.

Coralie Fargeat (2025)

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Chegamos no atual (e polêmico) ano de 2025, representado pela indicação de Coralie Fargeat pelo filme A Substância. O horror corporal feminista conta a história de Elisabeth Sparkle, uma atriz antigamente renomada, que vê sua vida desmoronar quando seu chefe a demite de seu programa de aeróbica por estar velha demais. Em meio ao seu desespero, ela decide usar uma substância que promete transformá-la numa versão mais jovem, mais bonita e melhor.

Essas foram as nove cineastas indicadas a categoria de Melhor Direção. Há um longo e árduo caminho pela frente para que possamos equilibrar o número de homens e mulheres indicados; é difícil, mas nada é impossível!

Termino essa matéria com uma citação de Greta Gerwig, quando ela foi indicada em 2018:

Espero que mulheres de todas as idades olhem [para a indicação] e pensem: ‘Vou fazer meu filme’. Quero mais mulheres contadoras de histórias, e por uma razão bem egoísta: porque quero ver as histórias delas. Quero assistir aos filmes delas.”

Feliz 8 de Março!

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