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Produções laboratoriais e projetos de extensão do Departamento de Comunicação Social da UFV

Comunicação organizacional, poder público e necropolítica na pandemia da Covid-19: latências da política de morte identificadas no Twitter, frente ao assassinato do menino João Pedro

Título: Comunicação organizacional, poder público e necropolítica na pandemia da Covid-19: latências da política de morte identificadas no Twitter, frente ao assassinato do menino João Pedro

Autora: Maria Fernanda de Oliveira Ruas

Período: 2022-2

Orientador: Rennan Lanna Martins Mafra

Resumo: Esta monografia tem como objetivo investigar o tratamento oferecido na comunicação organizacional de instituições do poder púbico do Estado do Rio de Janeiro ao assassinato do adolescente negro e periférico, João Pedro Mattos. De modo específico, toma-se como caso empírico a problematização do racismo institucional, que sustenta a necropolítica do Estado, identificada no único post feito na conta do Twitter do ex-governador Wilson Witzel. Como referencial teórico, há quatro grandes noções: 1) necropolítica nos territórios colonizados; 2) dimensões estruturais e institucionais do racismo no contexto das organizações; 3) comunicação organizacional e estéticas da diferença na identificação de emergências e latências frente ao racismo institucional; 4) o Twitter e a emergência de um ambiente relacional entre organizações e públicos. Metodologicamente, a pesquisa combinou a abordagem indiciária (GINZBURG, 1989; BRAGA, 2008), com a análise do discurso organizacional (BALDISSERA; MAFRA, 2019). Os principais resultados evidenciam que: 1) em relação ao poder público, foi possível identificar a presença de latências no Twitter, expressas diante da ausência de posicionamento público que reconhecesse a instância discriminatória presente na morte do menino João Pedro; dessa forma, não há reconhecimento da necropolítica exercida pelo Estado; 2) em relação aos públicos, emergências foram identificadas a partir de um endereçamento público de cobranças, relacionadas a solicitações de explicações sobre o que aconteceu com João Pedro, porém esses questionamentos não foram respondidos. Como conclusões, tem-se, aqui, uma política de morte posta em prática com ações institucionalmente racistas, no que diz respeito aos serviços de segurança pública do Estado, colocando em risco a vida de jovens negros em suas diferenças.

Palavras-chave: Necropolítica; Racismo institucional; Comunicação organizacional.

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