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Produções laboratoriais e projetos de extensão do Departamento de Comunicação Social da UFV

Gênero e política: análise discursiva dos planos de governo dos presidenciáveis em 2022

Título: Gênero e política: análise discursiva dos planos de governo dos presidenciáveis em 2022

Autora: Júlia Camim

Período: 2023-1

Orientadora: Mariana Ramalho Procópio Xavier

Resumo: Este Trabalho de Conclusão de Curso buscou identificar os imaginários acerca das desigualdades de gênero construídos nos/pelos discursos dos planos de governo de candidatos à presidência nas eleições de 2022, relevantes devido à polarização política do período. Analisamos a mobilização dos ideais de feminilidades que emergiram nos documentos e como se localizaram as estratégias políticas no espectro direita-esquerda. Para compreender as relações de poder que sustentam a ordem vigente, fundamentamo-nos nas noções de identidade e diferença (SILVA, 2000), que hierarquizam os grupos sociais, e de gênero, entendido como uma construção sociocultural (SCOTT, 1995) que submete as mulheres ao domínio masculino. Optamos por realizar recortes que resultaram em dois capítulos. O primeiro analisou os planos de governo de Lula e Bolsonaro, que disputaram o segundo turno das eleições, enquanto o segundo utilizou como corpus os planos das candidatas mulheres, Simone Tebet, Sofia Manzano, Soraya Thronicke e Vera Lúcia. Como aporte teórico-metodológico, utilizamos a Análise do Discurso de linha francesa (CHARAUDEAU, 2006; 2017), que reconhece a capacidade do discurso de significar e organizar sistemas de pensamento, criando doutrinas, teorias e opiniões. A seleção de seis temáticas que comumente relacionaram-se às desigualdades de gênero (Violência, Trabalho e renda; Trabalho doméstico e maternidade; Saúde; Intersecção gênero e raça; Representação política), constatamos que as/o candidatas/o de centro ou centro-direita baseiam-se em noções patriarcais de feminilidade, negligenciam algumas temáticas específicas e mantém posição neutra em relação às assimetrias de poder. Enquanto isso, as/o candidatas/o de esquerda reconhecem a interseccionalidade entre gênero, raça e classe e a origem estrutural da subalternidade feminina, corroborando para o fim da opressão sexista.

Palavras-chave: gênero, análise discursiva, discurso político, grupos minoritários, eleições presidenciais.

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